Mulher-Maravilha 1984 – Crítica

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Mulher-Maravilha 1984 é o mais novo filme do Universo Estendido da DC que chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 17 de dezembro. O longa estrelado por Gal Gadot e dirigido por Patty Jenkins, traz a sequência direta de Mulher-Maravilha lançado em 2017, que arrecadou mais de 800 milhões de dólares.

Além de contar com a volta de Steve Trevor (Chris Pine), também temos as adições da Mulher-Leopardo (Kristen Wiig) e Maxwell Lord (Pedro Pascal). O Duas Torres foi convidado pela Warner Bros. Pictures para a cabine e contamos aqui sem spoilers, o que achamos desta nova aventura de nossa heroína de Themyscira.

Desde que o primeiro trailer que foi lançado mundialmente na CCXP 2019 (Gal Gadot e Patty Jenkins vieram ao Brasil na ocasião para promover o futuro lançamento), havia uma enorme expectativa sobre a chegada deste filme às telonas, devido ao grande sucesso de seu antecessor. O longa que estava planejado para estrear em junho de 2020 em pleno verão americano, teve que ser adiado por algumas vezes devido a pandemia causada pelo COVID-19.

Mesmo com algumas mudanças de datas e lançamentos de novos trailers, a Warner decidiu lançar ainda em 2020, porém de uma forma diferente do que estamos acostumados. Mulher-Maravilha 1984 tem seu lançamento simultâneo nos cinemas e na HBO Max (serviço que ainda não chegou no Brasil). Este filme é o primeiro da nova estratégia de lançamentos da Warner Bros que chegarão ao HBO Max e salas de cinema ao mesmo tempo no próximo ano.

Como indica o título do longa, a trama se passa em 1984, bem ambientado na época através das roupas, cores e tecnologia. A continuação tem uma história mais densa e complexa e bem menos sombria quando comparado com o primeiro filme. Consequentemente acaba sendo mais dramático, o que exige mais de Gal Gadot como atriz, e ela entrega esta atuação a altura. Hoje não consigo pensar em alguém que interprete tão bem e dê a vida a personagem, como a Gal Gadot tamanho carisma e identificação. 

Em Mulher-Maravilha (2017) tivemos a apresentação de Diana. Era mais ingênua e teve a transformação da menina em mulher. Ela acredita no bem estar da humanidade, no amor, na esperança. Mesmo sendo uma semi deusa, tem falhas.

Assim como no primeiro filme, Patty Jenkins e Gal Gadot têm a mesma visão do que é a Mulher Maravilha. Você consegue entender de forma clara a trajetória da personagem. MM84 definitivamente é um filme maior, mais ambicioso, divertido e com mais volume de ação

Na trama principal temos a Mulher-Maravilha lutando contra uma conspiração mundial criada por Maxwell Lord, que tem como aliada a Dra. Barbara Ann Minerva, também conhecida como Mulher-Leopardo. Como o filme se passa em meio ao auge da Guerra Fria, temos o surgimento de Bárbara, a princípio uma amiga de Diana que trabalha também no museu Smithsonian, mas logo se tornará sua inimiga.

Já falando do vilão, você percebe as semelhanças de Maxwell Lord com o atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Ambos lembram o perfil de empresários dos anos 80. Vale o destaque para Pedro Pascoal com sua atuação na telona, além de dar um ar mais caricato ao personagem.

Não podemos deixar de falar de Chris Pine que volta a viver o interesse amoroso de Diana, Steve Trevor reaparece de forma que faz sentido no enredo do filme. O personagem garante cenas divertidas, bem como momentos mais intensos com Gal Gadot.

Fica nítido ao ver o longa que o entrosamento dos atores nos bastidores é refletido em tela. É perceptível a sintonia nos diálogos e atuações de uma forma geral. Apesar de não ter muitos vínculos ao universo estendido da DC, você verá alguns easter eggs e referências para quem conhece a história da heroína dos quadrinhos ou da TV.

Único ponto que não dou nota máxima, é devido ao fato do terceiro ato não acompanhar o mesmo ritmo que se manteve nos dois primeiros. É compreensível essa mudança pelos acontecimentos nesta última parte. Nada que interfira na experiência, mas poderia ter um fechamento melhor. 

Mulher-Maravilha 1984 com certeza é um dos melhores filmes do Universo Estendido da DC e um dos poucos casos que a sequência é tão boa (diria até melhor ) quanto o antecessor. A história te prende do começo ao fim. Além disso, o enredo faz com que você se importe com os personagens, crie empatia com as situações ao longo do filme.

O longa vem em um ótimo momento, por tudo que estamos vivendo em 2020, pois pela a mensagem que foi transmitida é grande, significativa e positiva. A  mensagem em questão  eu não vou contar, você vai ter que descobrir assistindo. Mulher-Maravilha 1984 é o filme que o mundo precisa agora, esperançoso, otimista e de boas energias.

 

80%
80%
Muito Bom

Mulher-Maravilha 1984 (2020)
(Wonder Woman 1984)
País: EUA | Classificação: 12 anos | Estreia: 17 de dezembro de 2020
Direção: Patty Jenkins | Roteiro: Patty Jenkins, Geoff Johns eDavid Callaham
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Kristen Wiig, Pedro Pascal, Robin Wright, Connie Nielsen

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Beto, paulista, sempre em busca de bons shows, viagens, livros, cultura pop em geral (não necessariamente nesta ordem). Fã de Star Wars, DC, Marvel entre outras coisas mais. Amante do universo da fotografia, sempre fazendo registros por onde passo.

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