Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa – Crítica

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Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa chegou aos cinemas trazendo o primeiro filme da DC em 2020. Acho que grande parte das pessoas concordam que Margot Robbie era um dos poucos pontos positivos de Esquadrão Suicida, ela fez tanto sucesso dando vida para Arlequina que ganhou uma continuação, onde podemos conhecer melhor esta personagem, bem como suas motivações e sentimentos.

Daí veio a dúvida: como fazer um filme da Arlequina junto com as Aves da Rapina? É possível? Sim e vamos falar um pouco de nossas impressões com leves spoilers desta adaptação para as telonas.

Aves de Rapina se preocupa em contar a origem de forma mais aprofundada de Arlequina, mas também introduz e explica a origem das demais personagens que intitula o filme. É um filme que se move depois de uma separação, para explicar melhor, o filme relembra rapidamente os eventos de Esquadrão Suicida de forma engraçada.

Podemos entender que Arlequina e Coringa terminaram, ela por sua vez atualiza publicamente seu status de sua relação dirigindo um caminhão para a Ace Chemicals, a fábrica onde se tudo começou com o Coringa. tudo isso sozinha. Isso é válido para mostrar a complicada série de eventos que levaram ao fim do relacionamento abusivo. Então essa é a hora de se emancipar.

A forma de contar o filme lembra muito Deadpool, pois a protagonista narra a história ao seu modo, usando o recurso de quarta parede em alguns momentos, porém aqui percebemos que nossa protagonista conta utilizando o auxílio de flashbacks ao decorrer do filme.

Como isso acontece para todas as principais personagens, pode ficar um pouco repetitivo. Há momentos em que parece que é um filme que deveria ter a Arlequina lutando contra o Coringa, mas o Coringa não está no filme e isso é justificado posteriormente. 

Vamos falar das principais personagens que dividem este filme: Renee Montoya (Rosie Perez), uma detetive menosprezada em seu trabalho e viciada nos diálogos de seriados policiais dos anos 80, está investigando um golpe da assassina Caçadora (Mary Elizabeth Winstead). Dinah Lance (Jurnee Smollett-Bell) é uma cantora, também conhecida como Canário Negro, é capaz de esmagar copos com sua poderosa voz na boate de ninguém menos que Roman Sionis (Ewan McGregor). Temos também Cassandra Cain (Ella Jay Basco), uma batedora de carteiras que se torna o ponto de apoio da história.

Vou tentar resumir o enredo desta adaptação: Arlequina está envolvida em uma busca frenética por um tesouro perdido da máfia, que está sendo caçado por todos, da policial  Renee Montoya, pela Caçadora que está em busca de vingança, a cantora Canário Negro que virou guarda-costas do promissor chefe do crime Roman Sionis, também conhecido como Máscara Negra.

No meio de tudo isso, está a batedora de carteiras adolescente Cassandra Cain, que Arlequina precisa manter em segurança enquanto tenta permanecer viva em meio a tudo isso.

O espírito aventureiro de Aves de Rapina é perceptível nas cenas de ação, a captura em longas e ininterruptas cenas que mostram o impressionante trabalho dos dublês. Em relação às cenas de ação, apenas não precisava ficar tanto tempo em foco em cada personagem, poderia mostrar mais o plano geral da cena.

Precisamos falar também da ótima atuação de Ewan McGregor como o exigente e afetado vilão Máscara Negra, que conseguiu dar um toque caricato ao personagem, tornando-se um dos destaques do filme.

Aves de Rapina podem levar o nome do título, mas não se enganem, Arlequina é o centro dos holofotes do filme, afinal, ela quem conta a história e conduz a ação. A Arlequina funciona tão bem como o meio pelo qual os outros personagens encontram sua própria independência dos homens tóxicos em suas vidas. 

Por causa de Arlequina, Dinah Lance percebe que não precisa viver sob o polegar olhar do Máscara Negra, Caçadora descobre um propósito maior do que caçar os homens que mataram sua família. A detetive Montoya descobre que não precisa da aprovação de seus colegas homens e Cassandra encontra o modelo feminino que sempre foi necessário. Apesar disso, como resultado os outros membros da equipe (especialmente a Caçadora que é usada principalmente para alívio cômico) não recebem tanta atenção.

Com certeza terão pessoas que vão dizer que está diferente das HQs, mas e daí? Por mais que a equipe não fique muito tempo juntos, sua química é inegável. Tem tudo para que este filme tenha uma sequência, saberemos nas próximas semanas se a bilheteria irá corresponder.

Aves de Rapina é um filme que usa temas bem atuais e representativos, é um grupo de mulheres se apoiando. É muito divertido quando o grupo finalmente se reúne, deveria ter mais tempo desta reunião.

Tirando Arlequina, os personagens não são profundamente atraídos, mas são bem sucedidos: Canário Negro é autêntica e dura na queda (uma das melhores personagens do filme), Caçadora é engraçada pelo fato de como uma assassina que lamenta que as pessoas entendam o nome de super-herói dela. Por fim Renee Montoya lembra que ela pode ser boa o suficiente e pode trilhar com as aves. 

Mas quem rouba a cena é Margot, que empresta à Arlequina uma peculiaridade, personalidade e humor incrível. Apesar de alguns problemas que não comprometem o filme como seu antecessor, Aves de Rapina alcança seu objetivo nas telas que é entreter e divertir. Às vezes, você só quer rir, ver algumas coisas legais e assistir uma equipe de anti-heróis chutar traseiros por aí!

70%
70%
Bom

Aves de Rapina - A Emancipação Fantabulosa da Arlequina (2020)
(Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)
País: EUA | Classificação: 16 anos | Estreia: 6 de fevereiro de 2020
Direção: Cathy Yan | Roteiro: Christina Hodson
Elenco: Margot Robbie, Mary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollett-Bell, Rosie Perez, Ella Jay Basco, Ella Jay Basco, Chris Messina.

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Beto, paulista, sempre em busca de bons shows, viagens, livros, cultura pop em geral (não necessariamente nesta ordem). Fã de Star Wars, DC, Marvel entre outras coisas mais. Amante do universo da fotografia, sempre fazendo registros por onde passo.

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