O que aprendi com Star Wars

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               Mais um quatro de maio chegou e eu queria escrever algo em comemoração. É o dia de celebração de todo fã de Star Wars, né? Tinha todo um planejamento na cabeça, mas, no dia que comecei a pensar neste artigo, recebi a notícia de que Peter Mayhew, o nosso Chewbacca, nos deixou. E fiquei tão triste que parecia que mais um grande amigo havia me deixado. Já se foram três: Kenny Baker, nosso R2D2, e Carrie Fisher, em 2016. Nem gosto de lembrar do que senti quando minha princesa nos deixou.

               Mas a questão é que o tempo passou. Não sou mais a menininha que foi assistir O Retorno de Jedi com a mãe no cinema, amando os Ewoks (eu sei) e completamente apaixonada por aquela moça que lutava junto com os meninos. Lembro muito pouco da ocasião, mas foi o suficiente para levar a saga de George Lucas em meu coração até este momento, sentada atrás do teclado procurando palavras para dizer a vocês sobre a importância desses filmes na minha vida.

               Mesmo correndo o risco de soar piegas – é difícil falar de amor sem soar um pouco -, quero dividir com vocês sobre o que Star Wars me ensinou – e ensina até hoje. Para mim, é muito mais do que uma saga de naves espaciais e seres extraterrestres. A força é muito mais do que truques de mágica. Os personagens se tornaram meus amigos. Uns há mais de 35 anos, outros recentemente. Mas todos, sem exceção, foram exemplos para a pessoa que quis e quero ser. Era assim em 1983 e é assim até hoje.

                Representatividade

Reprodução/Lucasfilm

                Star Wars me ensinou sobre representatividade muito antes de começarem a falar sobre ela. Leia provavelmente foi uma das maiores influências de minha vida. E sei que foi de muitas outras mulheres. Foi a primeira vez que vimos uma mulher que não precisa ser salva. Alguém que batalha por seus ideais e não desiste. Que, diferente de todas as princesas que conhecíamos, não precisava de um príncipe encantado para resolver seus problemas. Ela era linda, mas não precisava ser. Não a caracterizava. Se hoje temos Mulher-Maravilha, Capitã Marvel, Viúva Negra e tantas outras, foi nossa “princesa general” que abriu o caminho.

                Amizade

Reprodução/Lucasfilm

               Chewie e Han. Luke, Leia e Han. Eles são um exemplo de como amizade deve ser. Mesmo que você não queira (né, Han?), se eles precisarem, você vai estar lá para eles. E não importa quem seja o seu amigo, humano ou wookie, você vai amá-lo acima de tudo, sem diferenças. Mesmo que ele esteja congelado em carbonita. As pessoas importam em Star Wars. Cada uma delas. E você sente a perda quando elas se vão, porque cada vida importa. Dentro e fora da tela.

                Coragem

Reprodução/Lucasfilm

                Ah… Se há algo que meus amigos de uma galáxia muito distante têm é coragem. Não ausência de medo, mas lutar apesar dele. Entender que se cada um fizer sua parte podemos conquistar nossos objetivos. Encarar cada prova com a certeza de estar fazendo o seu melhor. Isso vale para destruir a Estrela da Morte, mas também para encarar aquele desafio que estamos adiando há tempos.

                Redenção

Reprodução/Lucasfilm

               Todo mundo erra, né? Uns mais, outros menos, mas cabeçadas na vida todo mundo dá. A gente magoa o outro sem querer. Falamos o que não devemos. Agimos mal. Às vezes, parece que vivemos trocando os pés pelas mãos. Mas Anakin Skywalker está aí para nos provar que podemos nos redimir. Que não há mal que dure para sempre. Se Darth Vader voltou para o lado iluminado da força, qualquer um pode.

                Esperança

Reprodução/Twitter

               Não há nenhuma palavra que representa mais Star Wars para mim do que essa. Do início ao fim, ela grita com você o tempo todo. Não importa o que aconteça. Há sempre esperança de que tudo vá ficar bem. Afinal, de que adianta lutar se você não acredita que vai vencer no final? Por isso, Leia é o meu maior exemplo. Ela perdeu sua família, seu planeta, lutou a vida inteira e, mesmo ao fim da jornada, ainda acreditava. A mágica de Star Wars não está na força. Está nesta palavra: esperança.

               Se por algum motivo você nunca assistiu minha saga amada, entenda que ela é muito mais do que uma opera espacial, que inventou o conceito de Blockbuster. Ela é parte da minha família. Vivemos bons e maus momentos – e não estou falando do Episódio 1: A Ameaça Fantasma. Hoje, ver as letras subindo aos primeiros acordes do tema de John Williams é como uma volta para casa. Uma casa em uma galáxia muito, muito distante. May the 4th be with you all!

About Author

DCzete que adora a Marvel, escritora, melhor amiga de Leia Organa, prima do Superman, moradora de Valfenda e membro da Corvinal. Ok! Talvez alguns deles, apenas em sua imaginação. Bernard Cornwell e Neil Gaiman guiam sua vida.

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