20 anos do Conselho Jedi de São Paulo

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Este artigo é para falar um pouco sobre a comemoração dos 20 anos do Conselho Jedi de São Paulo. No entanto, vou começar com o relato de como o CJSP entrou em minha vida. Para vocês terem uma idéia (e se identificarem com a situação), eu era aquela garotinha nerd que amava Star Wars sozinha, pois na época ser nerd não era moda. Meu gorrinho com o logotipo da saga, que conheceu algumas vezes a lixeira da escola, pode comprovar isso. E por muitos e muitos anos foi assim. Éramos eu, Leia, Luke, Han e centenas de personagens do universo expandido. Vivíamos bem sozinhos.

“Tá, tia Mah! E por que está enchendo linguiça com isso?” – vocês podem me perguntar.  Porque ser fã de algo é bom sozinho, mas, no momento em que entrei em minha primeira Jedicon, eu percebi que estar no meio de pessoas que amam o mesmo que você é algo indescritível! Era 2017, cheguei tímida e fui recebida pelo Marcelo Chewie, presidente do Conselho, que estava na porta, distribuindo jornais e recebendo todos, como se fôssemos velhos amigos. Ele brincou com a camiseta da minha filha e entramos com uma sensação de estar em família. Claro, vibrei com os cosplays, com as discussões nos painéis, com as batalhas de sabres de luz. Era tudo incrível! Mas não foram nem de longe o ponto forte do evento. Nem em 2017, nem no ano seguinte. Ali havia realmente uma família. E, mesmo sem querer ou me perguntarem se eu queria, eu me senti parte dela. A família Star Wars.

O Conselho Jedi de São Paulo nasceu em uma lanchonete, onde amigos se reuniam em 01 de maio de 1999, empolgados com a volta de Star Wars aos cinemas com a trilogia prequel. Na época, só havia o conselho do Rio de Janeiro. De lá para cá, até participar de desfile de escola de Samba, eles participaram! Muitas dessas histórias eles contaram no sábado dia 11 de maio, quando o Museu da Imagem e Som de São Paulo muito gentilmente abriu as portas para a comemoração de seus 20 anos. Quem quiser ver, é só acessar os vídeos na página do CJSP no Facebook. Tem muita história boa!

O evento começou com o painel sobre o Galaxy’s Edge, o novo parque temático da Disney, que abrirá finalmente em 31 de maio. Que São Dólar baixo e Nossa Senhora da Mega Sena nos abençoe porque quero muito voar na Millennium Falcon! Em seguida a conversa foi sobre o mais novo filme que será lançado esse ano: O episódio IX – A Ascenção Skywalker. Depois de um episódio VIII controverso, que dividiu opiniões dentro do fandom, a expectativa varia muito. Eu só quero que dêem um fim decente à saga dos Skywalker e que minha Leia tenha um encerramento decente.

O papo seguinte, muito legal, foi sobre a Star Wars Celebration desse ano que teve a presença de alguns conhecidos da gente aqui, com destaque para o muito querido Roberto Tateishi, nosso eterno Chirrut, que sempre esbanja simpatia e bom humor. Seguindo, tivemos o painel falando sobre os 20 anos do Episódio 1 – ameaça fantasma e sua importância. Eu juro para vocês que foi importante! Midclorians a parte, talvez não tivéssemos um Conselho Jedi se não fosse por isso. Um painel sobre Fallen Order, novo jogo da EA, começou logo depois. Ele estará disponível para Windows, X-Box One e Playstation 4.

E então (me perdoem o pessoal do delicioso bate papo do Boteco Nerd, que fechou os painéis e a exibição de Rogue One no final) começou a parte mais divertida da tarde. Um bate papo sobre a história dos 20 anos do CJSP. Foi muito gostoso escutar as aventuras e, por que não, os perrengues que eles passaram nesses 20 anos. E é por causa desta conversa que gostaria de fazer um parêntese aqui para falar sobre a Jedicon.

Quando entramos em uma Jedicon não temos idéia de como é complicado e o quanto custa fazer um evento como aquele. Como o Conselho Jedi é uma organização sem fins lucrativos, deixar a conta zerada entre ônus e ganhos é extremamente complicada. Para quem não sabe, quem assina os custos da JediconSP são dois de seus membros. O valor arrecadado vem quase em sua maioria dos ingressos e camisetas vendidos e algum patrocínio. Parece muito? Não é. As duas últimas Jedicon deram prejuízo. Custo assumido pelo dois que ficaram com a dívida, e que estão pagando com seu próprio dinheiro até hoje. E isso não é justo. Eles, junto com outros 30 membros do CJSP, trazem o evento para nós, mas ele é de todos nós. A Jedicon se tornou minha também do dia em que entrei em minha primeira. É a galáxia bem pertinho de todos nós que amamos Star Wars.

Pois no painel, Marcelo falou sobre a dificuldade de fazer este ano, já dando a entender que não teriam como arcar com os custos. Então houve a sugestão de um crowdfunding – um financiamento coletivo – onde as pessoas que quisessem contribuir para a realização do evento, pudessem fazer pela internet. Todos que financiassem ganhariam brindes, ingressos e outras coisas. Quem sabe com esse up nos ganhos eles poderiam até mesmo trazer alguém do elenco, como já fizeram antes. Eles estipulariam um valor x. Se chegasse a esse valor, a Jedicon aconteceria. Se não, o valor seria totalmente devolvido pelo site para todos os colaboradores. Muitos eventos, jogos, livros, hqs começam assim. A própria JediconRio acontece assim. Com essa sugestão, a plateia se animou, mas o Marcelo falou sobre a dificuldade de aceitarem isso. Porque as pessoas falam. E são cruéis. E acham que alguém além da Disney e do George Lucas ficaria rico com a franquia.

Vou falar como fã de Star Wars aqui e não como redatora do Duas Torres: Queridos amigos membros do CJSP, a Jedicon é de todos nós. É minha, de vocês, da minha filha e dos filhos e netos que todos teremos. Não se importem com o que alguns mal-amados falam. Nós precisamos de vocês como vocês precisam de nós. Nos deixem ajudar. Não se destrói um império sozinho. Star Wars nunca foi de uma pessoa só. Fica o pedido: Nos deixem fazer a Jedicon junto com vocês.            

E viva o CJSP! Que venham mais 20 anos! Que a força esteja com todos nós!

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DCzete que adora a Marvel, escritora, melhor amiga de Leia Organa, prima do Superman, moradora de Valfenda e membro da Corvinal. Ok! Talvez alguns deles, apenas em sua imaginação. Bernard Cornwell e Neil Gaiman guiam sua vida.

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