7 séries para empoderar

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Muito se fala sobre representatividade hoje em dia, mas muita gente não entende a importância dela. Para uma criança, se ver representada na tela do cinema ou da TV de uma forma positiva faz um bem imenso a sua autoestima. Mesmo para nós, adultos, dá aquela cosquinha no coração.

Representatividade foi o que nos levou lágrimas aos olhos quando a Mulher-Maravilha emergiu das trincheiras, que fez nosso coração bater mais forte quando Offred falou em voz alta seu verdadeiro nome. É o que nos faz acreditar que conseguiremos alcançar nossos objetivos. Nos dá esperança. E na vida não há nada mais importante do que isso: esperança.

Nesse dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, escolhemos 7 séries (e mais uma de bônus!) que nos despertam exatamente isso. Que mostram mulheres empoderadas, fortes, como todas nós somos em nosso dia a dia. E vamos falar um pouquinho de como elas são e de como elas nos fazem sentir para vocês.


The Marvelous Mrs. Maisel 

Escrita e dirigida por Amy Sherman-Palladino, The Marvelous Mrs. Maisel , conta a historia de Miriam “Midge” Maisel (Rachel Brosnahan), uma muher que vive em Nova York na década de 50′ e tem uma vida perfeita com seu  
marido perfeito, dois filhos e um elegante apartamento no Upper West Side.
Mas sua vida muda quando ela descobre um talento previamente desconhecido entrando no mundo dos stand-ups de comédia.

Marcelle: Midge Maisel faz a gente entender que acreditar em si mesma é algo que aprendemos com o tempo. Ela vai de dona de casa comum dos anos 50, completamente focada em seu casamento, para uma comediante completamente maravilhosa.

Taany: Este show é um grande momentum. É do tipo que tagarela, gira, seus saltos dançando por todo lugar! É aquele que gostaria de ficar e conversar, mas tem muitos lugares para visitar. Tem um charme que o transforma em uma série que vale a pena assistir.

Orphan Black

Sarah Manning (Tatiana Maslany) presencia o suicídio de uma mulher (que é exatamente como ela) em uma estação de trem. Sem pensar duas vezes Sarah decide assumir a identidade da suicida para tentar resolver problemas financeiros. Mas acaba se envolvendo em uma misteriosa trama, quando se vê cara a cara com mais três mulheres idênticas a ela. Todas são clones, e precisam lidar com seus próprios problemas enquanto tentam descobrir quem são os responsáveis por esses experimentos genéticos.

Marcelle: Tatiana Maslany não é desse mundo! Ela se desdobra em cerca de 12 personagens diferentes, dando um show de interpretação. Sarah, Cosima, Alisson, Rachel, Helena, escolha a mulher mais forte dessa série, se puder.

Taany: É, sem dúvida, uma série intrigante e divertida, e é muito mais do que puro entretenimento, é um thriller corajoso, visceral, e emocionalmente envolvente. É voltado e preocupado com a maternidade e o papel das mulheres na sociedade.

The Handmaid’s Tale

Baseado na obra de Margaret Atwood, O conto da Aia, The Handmaid’s Tale mostra uma realidade distópica onde depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção católica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma “handmaid”, ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população.

Marcelle: Meu Deus, essa série! Você pode tirar a mulher do poder, tirar seus direitos, mas a resiliência jamais a deixará. A palavra da série é: resistência.

Taany: Essa série é algo único e especial, com uma abordagem adulta do gênero distópico, uma história sombria e relevante sobre as vidas e os medos das mulheres. O programa serve como um despertar e é uma televisão ambiciosa, rica, complexa e bonita.

Carol: Uma das melhores séries da atualidade, The Handmaid’s Tale nos lembra de tudo o que conquistamos de um jeito duro e assustadoramente realísticos. Se todos os direitos que temos hoje fossem revogados, você se renderia? Nos lembra de continuarmos a luta diariamente, independente dos obstáculos.

Jane the Virgin

Quando Jane (Gina Rodriguez) era mais nova, a avó dela a convenceu de duas coisas: telenovelas são a melhor forma de entretenimento, e mulheres devem proteger a virgindade a qualquer custo. Agora, aos 23 anos, a vida de Jane tornou-se tão dramática e complicada quanto as telenovelas que ela sempre amou, após uma série de surpreendentes eventos que fizeram com que ela fizesse, acidentalmente, uma inseminação artificial.

Marcelle: Parece até uma telenovela, não? Mas podia ser a minha família, ou a sua. Que Rafael ou Michael, o quê! O ponto mais forte dessa adorável série da CW são as Villanuevas. Não tem como não amar essas mulheres guerreiras!

Taany: O que faz “Jane the Virgin” ser o que é, basicamente, é que apesar das situações em que os personagens se encontram sejam absurdas, os personagens sempre reagem como seres humanos de verdade! Isso realmente faz você acreditar que coisas tão surreais podem realmente ser superadas naturalmente. A série está muito bem equilibrada entre o “meu deus, isso é impossível” e o “ok, isso até pode acontecer”. É incrível! Uma comédia auto-consciente infinitamente divertida e emocionante, do começo ao fim!

How to get away with murder

Da produtora Shonda Rhimes (de Grey’s Anatomy e Scandal), How to Get Away with Murder , mostra cinco ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia East Coast Law School, onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise DeWitt (Viola Davis), na aula de Direito Criminal 1, que se vê envolvida em uma trama de assassinato que vai mudar o curso da vida de todos eles.

Marcelle: A gente tem uma relação de amor e ódio com Annalise Keating. Viola Davis nos obriga a ama-la e saber sobre a sua vida pregressa também. Mas as atitudes questionáveis da professora/advogada de defesa nos fazem sentir uma certa culpa por esse sentimento. Mas, novamente, é Viola Davis… Se ela ler o dicionário eu vou ama-la do mesmo jeito.

Taany: Este show tem mais voltas e mais voltas do que uma montanha russa! Uma série afiada, bem inteligente. E tem Viola Davis. Preciso dizer mais?

Carol: Representatividade é sim importante, quando vemos uma mulher negra na TV, ocupando uma cadeira em uma faculdade renomada e sendo uma das melhores advogadas, faz garotas/mulheres se encherem de inspiração e batalhar dia após dia. Seja como Annalise, que tem muitas atitudes duvidosas ou Viola Davis com sua atuação impecável, essa mulher é motivo de admiração.

Unbreakable Kimmy Schmidt

Criada por Tine Fey (Garotas Malvadas) em colaboração com Robert Carlock (30 Rock) essa comedia nos apresenta Kimmy que passou 15 anos vivendo em um Banker acreditando que era uma das únicas sobreviventes de um apocalipse que dizimou a Terra, por causa de um culto. Assim que é liberta, ela decide ir morar em Nova York, onde faz novos amigos e descobre um mundo inteiramente novo e seus muitos desafios.

Carol: Quem lembra da frase “Regina George trai o Aaron Samuels toda quinta na sala de projeção em cima do auditório”, conhece de cor o filme Meninas Malvadas da Tina Fey e sabe que ali tem mais lições de empoderamento e amizade feminina do que se imagina. Ela volta com essa série que demostra de um jeito leve como o mundo é extremamente machista e como Kimmy na sua ingenuidade, tenta resolver isso do jeito muito simples, começando pelos pequenos.

Agente Carter

No ano de 1946 quando os homens retornam ao lar após a Guerra encontramos Peggy Carter (Hayley Atwell) que tenta se ajustar ao emprego administrativo na (Reserva Científica Estratégica) e à vida de solteira, depois de perder o amor de sua vida, Steve Rogers. Tudo complica
quando um velho conhecido, Howard Stark (Dominic Cooper), é acusado de ter liberado suas armas de destruição em massa no mercado negro. Peggy, a única pessoa em que ele confia, deve localizar os responsáveis, livrar-se das armas e limpar o nome dele.

Marcelle: Peggy Carter mostrando para o mundo que não é apenas a namoradinha do Capitão América, antes de se tornar a badass diretora da Shield. Nós te amamos, Peggy! Volta!

Taany: É uma série bastante divertida e cheia de nostalgia, intriga pós-guerra, quadrinhos, ficção científica e comédia maluca, onde também acontecem várias partes de violência (daquela de esmagar ossinhos). Agente Carter é um espetáculo incrivelmente divertido, cheio de humor, estilo e ação.

Carol: Por que cancelar essa série? É a pergunta que me faço todos os dias. Peggy Carter nos lembra que a nossa luta começou muito antes do que imaginamos, e se estamos aqui hoje é por causa de diversas lutadoras muito tempo atrás, antes dela até.

Bônus:

Game Of Thrones

Game of Thrones é uma adaptação dos livros escritos por George R. R. Martin, e nos conta a historia de um tempo hà muito esquecido onde
uma força destruiu o equilíbrio das estações. Em uma terra onde os verões podem durar vários anos e o inverno toda uma vida, as reivindicações e as forças sobrenaturais correm as portas do Reino dos Sete Reinos. A irmandade da Patrulha da Noite busca proteger o reino de cada criatura que pode vir de lá da Muralha, mas já não tem os recursos necessários para garantir a segurança de todos. Depois de um verão de dez anos, um inverno rigoroso promete chegar com um futuro mais sombrio. Enquanto isso, conspirações e rivalidades correm no jogo político pela disputa do Trono de Ferro, o símbolo do poder absoluto.

Marcelle: Se há uma série repleta de personagens femininos sensacionais é essa. Até mesmo a Sansa, que por muito tempo foi chamada de Sonsa por muitos fãs (Eu, por exemplo), hoje em dia é um exemplo de Girl Power. E o que dizer de Arya Stark e sua agulha? E a mãe dos dragões saindo das chamas, imaculada? E a maquiavélica que amamos odiar, Cersei? Posso morrer de saudades de Olenna Tyrell já?

Carol: Uma série que é um verdadeiro exemplo de Girl Power, de personagens que são obrigadas a casar com homens mais velhos por status, escravas, adolescentes vendidas para selvagens, garotas que preferem espadas a bonecas, bruxas, garotas estrupadas pelos pais, exército de garotas, mães e avós que fazem de tudo para proteger seus filhos que no final modificaram seus caminhos, fizeram suas escolhas e de um modo ou outro, estão vencendo suas batalhas. Muitos exemplos a serem seguidos, admirados e pensados.

Você já assistiu todas essas séries? Quais outras você acha que deveriam entrar nessa lista?

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Publicitária, Corvinal com certeza, nascida e criada no interior, fã de animes, mas detesta o título "otaku". Sonha um dia receber o título de  "sommelier de animes". Mas, no fim das contas, cada um de nós é um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso. Isso responde a sua pergunta?

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