The Marvelous Mrs Maisel: 2ª temporada – Crítica

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                A primeira temporada dessa incrível série de Amy Sherman-Palladino (Gilmore Girls) foi tão maravilhosa que não havia como deixar de pensar se ela seguraria a onda em uma segunda temporada. Foram vários prêmios recebidos! Entre eles, o Emmy e o Globo de Ouro de melhor série e atriz de comédia, em 2018. A série de diálogos rápidos e humor inteligente da Amazon Prime Video parecia ter chegado ao topo logo em seu início. Já começou elevando o nível às alturas. Pois eis que Palladino riu da altura do nível e subiu ainda mais.

                Se conhecemos a deliciosa Midge Maisel na primeira temporada e aprendemos a amá-la, na segunda esse amor se solidificou. Rachel Brosnahan entregou todo o seu talento como comediante para a personagem. Ela está ainda mais incrível! Se na temporada passada temos Midge se descobrindo, nesta, ela já sabe o que quer e como chegar lá. Ela já tem consciência de seu talento como comediante. E nos brinda com monólogos tão maravilhosos que queríamos estar em uma das apresentações de Mrs Maisel para ouvir mais.

                Mas apesar de Midge Maisel ser o ponto alto da série, ela não é a única parte boa. Esta segunda temporada acertou em cheio nas histórias secundárias. Seja Rose em Paris, os problemas de Abe com os filhos, ou Joel assumindo os negócios da família. O roteiro está perfeito do início ao fim. Prova disso é o ex-marido de Midge. Terminamos a primeira temporada meio que odiando Joel por tudo o que fez para a ex-esposa. Agora, eu não gostaria obviamente que eles voltassem a ficar juntos, porém posso dizer que consigo entender o que Midge viu nele, para começar.

                A melhor história secundária se deu no resort Steiner, em um momento Dirty Dancing encontra Stars Hollow. Momentos hilários, como com o macacão de exercícios de Abe e Midge usando seu melhor biquíni porque não pôde ser escolhida para um concurso por não ser mais casada, fizeram com que uma hora de episódio fosse muito pouco. A série conseguiu nos mostrar que, apesar de ser a frente de seu tempo em muitos momentos, Midge também era uma mulher que se importava com assuntos de sua época e sobre a maneira que a mulher se colocava na sociedade.

                Outra grata surpresa foi a entrada de Zachary Levi, como interesse romântico de Midge. O personagem dele é tão carismático, engraçado e adorável que acabamos torcendo para o relacionamento dar certo. Principalmente por ver a naturalidade com que ele entendeu e curtiu a nova Midge. Acredito ter sido um passo importante para a série por permitir que ela veja que não precisa abrir mão de seu trabalho por alguém que ama. O cara certo vai entender e apoiá-la. Espero que ele retorne na terceira temporada!

                Se o roteiro ficou ainda melhor e os personagens amadureceram, os aspectos que já eram sensacionais conseguiram se aprimorar ainda mais. Os diálogos mais rápidos da TV, característica de Amy Sherman-Palladino, seguem perfeitos! O ritmo não cai em nenhum momento. A direção de arte é até algumas vezes surpreendente com a escolha de posição de câmera. O figurino e cenário continuam impecáveis! Conhecer Paris pelos olhos de Rose, por exemplo, foi delicioso! Não há um único defeito nesses dois quesitos.

                The Marvelous Mrs Maisel é sem dúvida a melhor comédia da atualidade. Engraçada sem precisar forçar qualquer coisa. É ela que as outras comédias têm que superar. E vai ser difícil! Ao fim dos 10 episódios, a única coisa que podemos dizer é: Como Amy vai conseguir superar esta temporada perfeita? Eu não sei, mas desisti de duvidar.

Avaliação Final

100%
100%
Excelente

The Marvelous Mrs Maisel (2017)
País: EUA | Classificação: 16 anos | Estréia: 4 de dezembro de 2018
Direção: Amy Sherman-Palladino/ Daniel Palladino | Roteiro: Amy Sherman-Palladino
Elenco: Rachel Brosnahan, Michael Zegen, Marin Hinkle, Tony Shalhoub, Alex Borstein, Zachary Levi

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DCzete que adora a Marvel, escritora, melhor amiga de Leia Organa, prima do Superman, moradora de Valfenda e membro da Corvinal. Ok! Talvez alguns deles, apenas em sua imaginação. Bernard Cornwell e Neil Gaiman guiam sua vida.

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