Campus Party 2019: Vida de Campuseiro

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Se há algum evento no país onde há uma verdadeira imersão de seus participantes é a Campus Party. São 5 dias respirando tecnologia, fazendo novos negócios, assistindo palestras e – por que não? – fazendo novos amigos. Este ano, a feira aconteceu entre 12 e 17 de fevereiro e reuniu ao todo 120 mil pessoas. Foram 12500 campuseiros, sendo que 8 mil acampados no local, vivendo a experiência 24 horas por dia.

Nós já sabemos como foi o evento pelo artigo do nosso querido Roberto Nascimento (Se não viu, clique aqui), mas como será que é acampar em uma Campus Party? O que leva essas pessoas a imergir cinco dias no evento? Pois fizemos algumas perguntinhas simples para três campuseiros muito gentis, que tiraram um pouco de seu tempo para responde-las. Vou apresenta-los para vocês!

Camila Alves de Oliveira Meira tem 33 anos. É professora do estado de Física e Matemática e escreve para a página do Facebook Sorocaba Plural – Jornalismo cidadão.

Felipe Welter tem 27 anos. Escreve para o Blog DepreNaoDefine, onde tem um trabalho muito legal. Através de poesias e metáforas, ele fala sobre depressão e outros transtornos psicológicos.

Allan Araújo tem 34 anos. É analista de dados e a pessoa a quem mais devemos agradecer por esse artigo. Foi o contato e cicerone do Duas Torres em todo o evento. Obrigada, meu querido! Aprendemos muito com você!



  • De quantas edições da Campus Party você participou?

Camila: Desde 2010. Levando em consideração que não fui em 1. Então total são 9 edições.

Felipe: 7 edições.

Allan: 9 edições.

  • Por que ir à Campus Party?

Camila:  Primeiro, pelos amigos primeiramente e por estar 24 horas em contato com tecnologia. Segundo, porque tenho uma filha de 13 anos que já foi 3 vezes comigo, e quero incentivá-la a se encontrar nesse caminho da tecnologia.

Felipe: A Campus Party evoluiu, assim como meus objetivos e metas nela, hoje, vou para fazer networking, reencontrar amigos, e espalhar conhecimento, trocar informações e ideais, debater, coisas que não tenho liberdade fora do evento.

Allan: É um ambiente que me proporciona novos conhecimentos, novos contatos e experiências enriquecedoras.

  • Qual foi o ponto alto desta edição?

Camila: O ponto alto foi o local. Sem goteiras e alagamentos. Já teve época de até chover dentro do evento e alguns computadores serem atingidos pela água.

Felipe: O Ponto Alto dessa edição, foi a criação de um espaço independente, onde consegui juntar campuseiros, para espalhar conhecimento, e palestrarem, mostrando suas vivencias, e ampliando suas redes de negócio.

Allan: Definitivamente o novo espaço. Estar em um ambiente sem goteiras ou ratos (tal como era o Anhembi) no deixou muito mais à vontade.

  • E o ponto fraco?

Camila: O ponto fraco sem dúvida foi o horário de saída. Muito cansativo sair às 6 da manhã com o pessoal já desmontando o evento no sábado à noite. Em todas as outras edições nos aproveitávamos o sábado à noite todo, e após, descansávamos para domingo as 15 horas ir embora.

Felipe: O ponto fraco do evento, foi a Segurança. Em um evento neste nível, um raio X é indispensável! Abrir malas, para verificar por cima o que traz, é ilegal, e insuficiente.

Allan: O fim do evento que se tornou algo acelerado, com a desmontagem ainda com as pessoas lá. Mas, devido ao que foi dito, agenda da Expo Center Norte.

  • Como é acampar em uma Campus Party? Fale um pouco sobre isso.

Camila: Acampar na Campus é algo mágico! Outros ares, novo ambiente, minha segunda casa. Levo meu saco de dormir de 15 graus, minha pequena manta, uns tatames (de quebra cabeça de criança de EVA) para forrar o chão da barraca e meu travesseiro. Pronto! Só preciso disso para ter o conforto que necessito.

Felipe: Uma imersão total, você pode ler, ver, escutar, tudo sobre a Campus Party. Mas somente quando entra no evento – e vê a chuva de conteúdo sendo jogada em cima de você – as pessoas, as trocas de informações, conhecer seus vizinhos de barraca, se torna uma parte da imersão no evento, fazendo ele mais imersivo.

Allan: Bom e cansativo. A experiência de estar dividindo o ambiente com várias pessoas que dividem os mesmos ideais e interesses é boa, menos a fila pro chuveiro, essa demora e muito.

  • No que a CPBRA poderia melhorar para as próximas edições?

Camila: O horário. Sair no domingo as 15 horas (deixar a desmontagem após esse horário).

Felipe: Coisas como melhoria da segurança, raio X, um maior apoio às comunidades, e preocupação maior com a sonoridade dos palcos.

Allan: Organização da arena e alocação de palcos.

O Duas Torres agradece a participação dos nossos novos amigos. E que venha 2020!

About Author

DCzete que adora a Marvel, escritora, melhor amiga de Leia Organa, prima do Superman, moradora de Valfenda e membro da Corvinal. Ok! Talvez alguns deles, apenas em sua imaginação. Bernard Cornwell e Neil Gaiman guiam sua vida.

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