CCXP 2018: Como foi para os cosplayers?

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Muita gente fora do meio nerd acha maluquice essa história de cosplay. Por que adultos se vestiriam com uniformes de Super-heróis ou com roupas de seu personagem de série ou anime preferidos? Eu aprendi o que é ser cosplayer na CCXP. Foi lá que eu vi de perto a arte pela primeira vez, em 2015, e achei fantástico. Achei tão incrível que, em 2016, ensaiei participar. Comprei um vestido no Mercado Livre, trancei o cabelo e, pronto, eu era a Elsa. Foi o início que eu precisava, cercada do carinho das crianças. Não achei ridículo. Não achei bobeira. Eu me senti muitíssimo bem. Ser cosplayer é viver um sonho por um dia. É se transformar em seu personagem preferido e sentir-se poderoso, invencível, mas, acima de tudo, colocar para fora a criança que mora em nosso interior. É brincar e ser feliz em um mundo tão difícil e sério.

No ano seguinte, então, arrisquei um pouco mais. Como trabalhos manuais nunca foram o meu forte (desculpa, vó!), conheci uma pessoa fantástica, o Silvio Domingues, que é responsável pela triagem Cosplay da CCXP, além de um cosplayer incrível e um cosmaker talentoso. E ele me transformou em Lagertha, me fazendo viking por um dia. Vocês têm que ver o escudo fantástico que ele fez para mim! E lá fui eu como cosplayer pela segunda vez na CCXP, com um pouco mais de confiança.

Eu cresci como cosplayer junto com a CCXP. Fiz dois cosplays esse ano com ajuda do Silvio e da Elaine do Brava Artesanato e Figurinos Temáticos. Tudo isso porque a CCXP me abriu as portas e os olhos para a arte. E assim como eu cresci lá, a CCXP também cresceu. E está se aprimorando a cada ano também em relação aos cosplayers. O espaço do camarim cresceu, a quantidade de armários disponíveis aumentou desde 2014, o ar condicionado está suportando mesmo nos dias mais lotados, a triagem cosplay, então, está perfeita. Sem contar os maravilhosos espelhos ao longo de várias bancadas. Nenhum outro evento no Brasil dá um respaldo tão grande a quem quer fazer cosplay. Tem algo a melhorar? Tem, mas que a organização está nos ouvindo e fazendo o possível é fato.

Esse ano foi oferecido um camarim bem espaçoso e iluminado, com cabines para os cosplayers se trocarem, ao lado de um banheiro espaçoso. Lockers gratuitos onde podíamos guardar nossos pertences para não ficar carregando nada ao longo do evento. Uma equipe linda de auxiliares que estão prontos para ajudar em pequenos reparos em nossa roupa (Obrigada pela Cola Quente!) e maquiagem. Uma triagem cosplay rápida, simpática e eficiente, que estava lá trabalhando com prazer.

Como vocês não precisam acreditar na minha palavra, trouxe aqui 4 amigos cosplayers para nos contar sobre as suas experiências. São eles: Wellington Silva, nosso tão querido e simpático Pantera Negra; Barbara Assis Nascimento, cosplayer de Soldado Invernal feminino, Mazikeen e Feiticeira Escarlate; Evelin Barboza, cosplayer de Lagertha e dona das maiores e melhores versões de Peggy Carter; Sarah Souza, que esse ano abusou da criatividade com a sua homônima de Cavalo de Fogo, Canário Negro, Supergirl e Jasmine Slave. Para cada um fizemos 4 perguntas a respeito do evento.

Wellington Silva – 31 anos

DUAS TORRES: Pessoal, se houver, qual a diferença entre fazer cosplay na CCXP em relação a outros eventos?

Wellington: Acho que a CCXP tem um clima mais propício para se fazer cosplay. Pode ser em qualquer segmento: filme, hq, anime, séries. Todos se sentem bem. Eu, particularmente, amo fazer cosplay nesse evento. É meu favorito!

Bárbara: Por ser um evento muito grande, a visibilidade para quem quer iniciar nesse meio é ótima. Assim como também para quem só tem interesse em conhecer outros cosplayers e fazer novas amizades.

Evelin: Eu só fiz cosplay na CCXP e na SDCC. A maior diferença é que a CCXP dá um suporte para cosplayer que não existe em outro lugar, como camarim, área específica para cosplayer.

Sarah: CCXP para mim é o evento onde encontro mais gente querida. Fazer cosplay com gente que eu conheço e gosto é mais gostoso e divertido, além de me sentir super acolhida como cosplayer na CCXP.

Bárbara Assis Nascimento Costa – 31 anos

DUAS TORRES: O que achou da triagem cosplay e da segurança do evento esse ano?

Wellington: A equipe da triagem cosplay é sensacional. Não precisei de inspeção porque meu cosplay não possui armas, mas passei por lá para cumprimentá-los e ouvi muita coisa deles, de outros cosplayers. Sobre a segurança do evento, é muita gente para ser vistoriada. Os visitantes odeiam filas e querem entrar depressa. O detector de metais foi uma boa para agilizar a revista dos visitantes e dar segurança.

Bárbara: O pessoal da triagem é muito atento, zeloso, e se existir algo que impeça que determinado item possa adentrar o evento, eles explicam o porquê, para que em um próximo dia ou ano, seja corrigido o problema, e o item possa prosseguir com o cosplayer. No caso do item ficar retido, ele é devolvido ao cosplayer em perfeitas condições, ao final do evento. Então, nesse quesito, acredito que a parte da triagem foi muito importante, como acontece em todos os anos, para garantir que todos se divirtam e não tenham problemas.

Evelin: A CCXP manteve a triagem feita nos outros anos para os cosplayers. Sobre a segurança do evento, ainda acho que eles pecam porque o jeito que revistam as mochilas, até uma criança faz. Não tem porta detectora de metais, só aquele bastão que não vale para nada. Além da revista não ser todos os dias e em todo mundo. Um dia pode acontecer uma desgraça por causa disso.

Sarah: Achei a triagem bem rápida, porém me pareceu uma obrigação, e não que eles estavam mesmo prezando a segurança de todos no evento. Mal pegaram na arma e já deram a etiqueta de verificado.

Evelin Barboza – 33 anos

DUAS TORRES: O que achou do Camarim Cosplay esse ano?

Wellington: Tão bom quanto na edição de 2017. Equipe sempre muito bem orientada e educada, sempre tem cuidado com os pertences. Vi uma sugestão de colocarem o camarim no centro do evento, para melhor locomoção de quem vai trabalhar ou passear. Acho uma boa alternativa.

Bárbara: Um sonho! Bancadas espaçosas, a iluminação estava muito boa, garantindo que cada detalhe da maquiagem fosse feita de maneira impecável. A galera que estava trabalhando lá também estava nos ajudando no que podiam. As duas maquiadoras presentes no camarim cosplay esse ano que nos deram um help – Ariana Fernandes e Lani Fox – estão de parabéns.

Evelin: Esse ano não cheguei a ir ao camarim.

Sarah: O camarim eu sempre acho sensacional. Adoro a iluminação e os espelhos. E ainda é um local onde podemos dar uma descansada.

Sarah Souza – 27 anos

DUAS TORRES: Há algo que você acha que a CCXP pode oferecer aos cosplayers do evento? O que?

Wellington: A galera do meio cosplay pede que tenhamos preferência ao vistar stands, evitando filas. Com isso não concordo, mas acho muito interessante ter uma entrada para o evento exclusiva para cosplayers. O cosplayer, com credencial garantida, se cadastra no site, nos dias em que irão e com quais cosplays. Então, poderia usufruir de uma entrada sem filas com os visitantes, já que levamos malas, mochilas, acessórios frágeis. Cosplay é uma atração. Poder chegar no evento com calma seria ótimo.

Bárbara: Para melhorar cada vez mais, acredito que quando iniciar a venda das credenciais, poderíamos ter uma área para o cosplayer informar que irá trajado (independente do traje) para que possa facilitar a organização que fica no camarim cosplay em atender a demanda. Pois assim além de auxiliar nós cosplayers, também já deixará uma base do fluxo que irá participar do evento.

Evelin: Colocar o portão de entrada para cosplayer próximo ao camarim. Mas isso não seria obrigatório. Vai nesse portão quem quiser.

Sarah: Acredito que a CCXP poderia disponibilizar uma quantidade de cortesia para cosplayer. Poderia disponibilizar uma verificação prévia, a fim de evitar filas enormes na verificação dos acessórios, embora esse ano, eu não saiba se houve muita fila.

Cosplay é diversão e uma grande atração para o evento. Muitas pessoas relataram que houve uma diminuição do número deles esse ano. Talvez pela crise econômica, talvez pelo excesso de atrações nos painéis. Não sei. Mas gostaria de ver muitos nos divertindo em 2019. Eu estarei lá novamente. E, se vocês quiserem tentar entrar nesse mundo tão divertido, serão muito bem-vindos! Até 5 de dezembro, pessoal!

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DCzete que adora a Marvel, escritora, melhor amiga de Leia Organa, prima do Superman, moradora de Valfenda e membro da Corvinal. Ok! Talvez alguns deles, apenas em sua imaginação. Bernard Cornwell e Neil Gaiman guiam sua vida.

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