Brasil Game Show 2018: É muito bom ser mau em LEGO DC Super-Villains

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Desde 2005 com o lançamento de Lego Star Wars: The Video Game, os gamers tiveram a oportunidade de revisitar grandes histórias do cinema e da literatura de forma divertida e descompromissada – e não tão infantil quanto possa parecer à primeira vista – com os blocos de montar. Passando por franquias consagradas como Harry Potter e Senhor dos Anéis e também criando seus próprios mundos como Ninjago, os games da franquia nunca deixaram de entreter com novos mundos a se aventurar.

Assim, após três jogos focados no universo do homem-morcego, a franquia chegou a sua quarta história no universo da DC Comics: Lego DC Super-Villains, que dessa vez colocará o jogador na pele dos temidos e odiados – ou não – vilões dos quadrinhos. E tivemos a oportunidade de encarnar os bad guys numa demo de 20 minutos oferecida pela Warner Bros. Games. Confira abaixo as nossas primeiras impressões:

Diferente de outros games LEGO que nos colocam diretamente no meio da ação, Super-Villains começa com um arquivo onde selecionamos algumas informações baseadas em vilões clássicos para criamos um personagem próprio que integrará a gangue de Lex Luthor na prisão – no meu caso, um simples velocista, ao estilo Flash e Flash Reverso. Logo em seguida, vemos uma cutscene que dá o contexto da primeira fase: nosso recém-criado personagem é um recruta que ajudará Lex e outros vilões a fugirem da prisão.

Conhecidos do grande público, Lex Luthor, Coringa e Harley marcam presença em LEGO DC Super-Villains.

Essa primeira fase cumpre o papel de introduzir a história e apresentar – ou reapresentar – os comandos básicos ao jogador. Podemos alternar o controle entre o recruta, Lex Luthor e capanga Mercy, sendo que cada um deles interage com o cenário de formas diferentes. A experiencia oferecida no estande era para uma dupla de jogadores, algo que fez diferença, pois o co-op de Super Villains deixa tudo mais divertido, ainda que seja um pouco confuso logo de cara.

LEGO DC Super Villains também brinda os fãs mais hardcore dos quadrinhos com linhas de diálogos carregadas de referências – é fantástico ver Comissário Gordon e Luthor falando sobre o androide Amazo – e foge do óbvio ao nos fazer jogar com Solomon Grundy e Mulher-Leopardo – respectivamente, vilões do Batman e da Mulher-Maravilha – já nessa primeira fase, o que deixa claro que a galeria de personagens do jogo será bastante vasta e não irá focar apenas em “figurões” como Coringa, Arlequina e Duas-Caras – diga-se de passagem que não seria novidade jogarmos com os vilões do Batman, algo possível desde o primeiro jogo do morcego.

Charada e Espantalho serão dois dos vilões do Batman que estarão disponíveis no jogo.

Outro ponto importante a se ressaltar é a maravilhosa dublagem do jogo, que conta com vozes familiares aos fãs que acompanharam as animações dos heróis por anos. É impossível não abrir um sorriso ao ouvir a voz do ótimo Guilherme Briggs como Superman, ou ainda ver a entrada triunfal do Batman com a mesma dublagem do hilário longa-animado Lego Batman: O Filme. O trabalho de localização não só é feliz nas adaptações, como estabelece de imediato uma ligação com o fã, visto que muitos só tiveram contato com as vozes utilizadas aqui, demonstrando que a Warner Bros. Games. prezou pela experiência do público brasileiro.

Com gráficos mais belos que nunca e uma jogabilidade tão fluída quanto variada, LEGO DC Super-Villains mostra que seus desenvolvedores não erraram a mão no novo título, que deve oferecer um bom tempo de jogatina para as crianças – e também para os adultos, por que não? – que quiserem se aventurar pelo universo DC novamente, dessa vez do outro lado da moeda. Afinal de contas, em LEGO DC Super-Villains o crime compensa. E ainda por cima diverte muito mais.

LEGO DC Super-Villains está disponível desde 17 de outubro com versões para PlayStation 4, Xbox One, PC e Nintendo Switch.

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"Os filmes existem, é por isso que eu assisto!" Não é exatamente um "crítico de cinema", preferindo o termo "Filmmelier". Quer ser o Homem-Aranha quando crescer. Acha que a vida não é sobre o quão forte bate, mas o quanto se aguenta apanhar. Mestre Pokémon, Sonserino e assíduo visitante da Terra Média.

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