Book Review #5 – As Boas Damas

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“A vida é infinitamente mais estranha do que tudo que a mente humana seria capaz de inventar.”

De estranho e misterioso, Sir Arthur Conan Doyle sempre soube escrever. Seu incrível detetive, Sherlock Holmes e seu parceiro, John Watson, sempre passaram por poucas e boas.

Mas e se Watson tivesse tido uma filha? E se, após sua morte, sua filha tenha ficado na guarda de um velho e cansado Holmes? A autora Clara Madrigano criou Annabel Watson, uma jovem cativante e muito “à frente” de seu tempo.

É Annabel que narra à história de “As Boas Damas”, assim como seu pai fez em aventuras passadas, e nos mostra a vida longe de Baker Street.

Capa do livro “As Boas Damas”, uma novela de Sherlock Holmes escrita por Clara Madrigano. Fonte: Google

As coisas passam de rotineiras à estranhas com a visita de Amelia Caplin, que alega ter matado aquilo que achavam que era seu filho Jeremy, mas que ela sabia não ser.

Uma viagem à vila onde tudo aconteceu nos traz descobertas sobre os Caplin, a morte do pequeno Jeremy e algo que nem todas as mentes humanas eram capazes de entender.

A construção da história escrita por Madrigano é muito bem feita.

Na tentativa de seguir uma narrativa próxima à de Conan Doyle, com certo êxito, a autora acaba por escrever uma história boa, porém curta, trazendo certa insatisfação em como algumas partes foram descritas.

Annabel, por ser a personagem principal, consegue segurar muito à atenção do leitor, no entanto poderia ter sido mais bem trabalhada, assim como sua relação com seu pai e Holmes.

Para os leitores acostumados com as aventuras de Sherlock Holmes e Dr. Watson, preferível não se prender ao enredo. “As Boas Damas” segue um cenário mais fantasioso, pouco visto na narrativa de Conan Doyle.

A leitura é fácil e flui delicadamente, como um diário sendo escrito diante de nossos olhos.

O título “As Boas Damas” demora a fazer sentido no contexto da história, mas é um momento que muitos leitores vão pensar: “Como não pensei nisso?”.

O feito de Clara Madrigano foi ter escrito uma história com um personagem já existente, extremamente famoso, e ter conseguido, de certa forma, contribuir com uma ótima história e mais uma aventura pra o grande detetive.

A esperança é que Annabel Watson volte a aparecer em outras histórias, para inspirar e impressionar todos os leitores.

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Tem interesse em ler mais resenhas de livros no Duas Torres? Confira a resenha do livro Como Tudo Deve Ser, de Michel Lucizano.

About Author

Eu nasci no dia 12 de outubro de 1990. Poderia te dizer a hora exata (se eu soubesse). Como toda boa primogênita, quase matei meus pais do coração nos primeiros segundos de vida, e não parei desde então. Meu grande e eterno amor sempre será a literatura. Música também. Coloca filmes e séries na lista. E comida. Ok, talvez a literatura não seja meu único amor... Sou jornalista, constantemente procurando sobre o que escrever. E procurando o botão de fazer minha mente parar de funcionar. Quê? Isso era pra ser uma informação biográfica? Pra mim, tá mais pra terapia.

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