Em sua 60ª edição, Prêmio Jabuti promove mudanças

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Na última terça-feira (15) a Câmara Brasileira do Livro anunciou que o Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio literário brasileiro, passará por uma série de mudanças em sua 60ª edição, que irá ocorrer no dia 8 de novembro.

Segundo Luiz Armando Bagolin, um dos curadores da CBL, as mudanças visam aproximar o prêmio do leitor e promover mais reconhecimento ao livro e a promoção da leitura.

Dentre as mudanças apresentadas, tivemos a inclusão de duas novas categorias: Formação de novos leitores, que visa reconhecer ações e projetos de incentivo à leitura e a categoria Impressão, que premiará o trabalho realizado na impressão de livros físicos, premiando o livro, a editora e a gráfica responsável, sendo esta última recebendo o prêmio em dinheiro.

A mudança também beneficia o autor independente, um dos focos das mudanças, pois as inscrições para autores independentes serão mais baratas e, pela primeira vez, o recebimento de obras será realizada em formato digital (PDF, com capa e contracapa) – exceto para algumas categorias técnicas –, que torna o processo mais barato, para o autor e para as editoras.

Segundo Bagolin, a ideia é que o Premio Jabuti represente uma valorização do autor independente para o mercado editoria e uma forma de dar boas-vindas a ele.

A premiação também dividiu as 18 categorias – antes eram 29 – em quatro eixos, que são:

Literatura: Romance, Poesia, Conto, Crônica, Infantil e Juvenil, Tradução e HQ;

Ensaios: Biografia, Humanidades, Ciências, Artes e Economia Criativa

Livro: Projeto gráfico, Capa, Ilustração e Impressão (para este eixo, o recebimento da obra será realizado somente por livro físico)

Inovação: Formação de Novos Leitores e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

A ideia de dividir em eixos e racionalizar algumas categorias é para tornar o prêmio mais abrangente. Prestigiando ainda mais a premiação, houve a alteração no número de vencedores: somente um vencedor por categoria e não mais primeiro, segundo e terceiro colocados.  Segundo Bagolin, a decisão foi tomada para tornar a premiação mais competitiva e valiosa. Os livros ganhadores nos eixos Literatura e Ensaios concorrem também ao prêmio Livro do Ano, não havendo diferença entre ficção e não-ficção.

Os jurados da premiação podem ser indicados entre os dias 15 de maio até 15 de junho. Ao todo serão 3 jurados por categoria que deverão escolher 13 obras e analisa-las por dois meses – na edição passada eram 10 obras analisadas por um mês – e poderão ser indicados pelo mercado editorial e a validão destes será realizada pela curadoria.

Com a redução de ganhadores, houve um aumento no valor do prêmio em dinheiro: R$ 5.000,00 para ganhadores das categorias individuais e R$ 100.000,00 para o ganhador do Livro do Ano.

Inclusa na edição de 2017, a categoria Histórias em Quadrinhos permanece, agora sob o eixo Literatura. Bagolin afirmou que “O reconhecimento da HQ como gênero literário é um reconhecimento da importância da HQ no Brasil. A gente fornece quadrinistas, desenhistas e roteiristas que fazem sucesso lá fora. Nos Estados Unidos, por exemplo já é reconhecido como gênero literário.”. Uma HQ também pode concorrer nas categorias de Projeto Gráfico, Capa, Ilustração e Impressão e também ao Livro do Ano.

As inscrições para o Prêmio Jabuti já estão abertas e vão até o dia 28 de junho no site oficial da premiação. Os vencedores serão revelados apenas na cerimonia de premiação que ocorre no dia 8 de novembro, as 19h no Auditório Ibirapuera.

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"Os filmes existem, é por isso que eu assisto!" Não é exatamente um "crítico de cinema", preferindo o termo "Filmmelier". Quer ser o Homem-Aranha quando crescer. Acha que a vida não é sobre o quão forte bate, mas o quanto se aguenta apanhar. Mestre Pokémon, Sonserino e assíduo visitante da Terra Média.

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