Festival de Cannes 2018 – Confira os destaques da 71º edição

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Estamos naquela época do ano. Não estou falando do inverno (se você tiver esse tipo de coisa onde mora), não estou falando da temporada de tempo seco e gripe. Estamos na época de Festival de Cannes.

O Festival de Cannes, que acontece entre 8 e 19 de maio, veio esse ano para nos mostrar que modernizou e está disposto a mudar seus conceitos.

As mulheres serão maioria no júri oficial deste ano: a diretora americana Ava DuVernay, a atriz americana Kristen Stewart, a atriz francesa Léa Seydoux, a cantora do Burundi Khadja Nin e a atriz australiana Cate Blanchett, que atuará como presidente. Os demais jurados deste ano serão o ator chinês Chang Chen, o diretor francês Robert Guédiguian, o diretor russo Andrey Zvyagintsev e o diretor canadense Denis Villeneuve.

Mulheres dominam o júri oficial do Festival de Cannes deste ano. Fonte: Google

Esta será apenas a 12ª vez, em 71 anos de Cannes, que uma mulher estará na presidência do júri. Diversos movimentos e organizações internacionais como Time’s Up, com representantes dos Estados Unidos e do Reino Unido, a Associação de Mulheres Cineastas e de Meios Audiovisuais (CIMA), da Espanha, e a Dissenso Comune, da Itália, participarão do evento.

Alguns filmes irão causar no festival e mostrar a que vieram. BLACKKKLANSMAN, de Spike Lee, contará a história de um detetive negro que se infiltra na organização racista Ku Klux Klan (KKK); The House That Jack Built, de Lars Von Trier (de volta ao festival após 7 anos banido), promete ser mais um filme polêmico na coleção do diretor; The Image Book, do grande diretor Jean-Luc Godard que, aos 87 anos, ainda se mostra extremamente relevante com esse filme enigmático; Pope Francis – A Man Of His Words, de Wim Wnders, um documentário sobre o Papa Francisco e sua “mensagem de esperança”, com o próprio Papa falando diretamente com a câmera.

2018 também é um bom ano para os filmes brasileiros selecionados para participar do festival. Os nossos representantes serão: O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; Los Silencios, de Beatriz Seigner; Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt; Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader; e o curta O Órfão, de Carolina Markovicz.

O Brasil participa do festival desde 1949, sendo indicado ao prêmio principal, o Palma de Ouro, 33 vezes (vencendo duas vezes, em 1959 e 1962), indicado para Melhor Diretor 2 vezes (vencendo uma, em 1969) e indicado para Melhor Atriz 3 vezes (vencendo duas vezes, em 1986 e 2008). A última vez que o Brasil teve um longa competindo pelo Palma de Ouro foi em 2016, o que deixa nossa torcida feliz de ter tantas chances de levar o prêmio pra casa.

A minha grande aposta pro Brasil é Los Silencios, segundo longa-metragem de Beatriz Seigner, um drama que se passa numa ilha entre Brasil, Colômbia e Peru. Enquanto aguardam o visto brasileiro para fugir da violência colombiana, uma família descobre segredos sinistros que seriam melhor se manterem segredos.

A cineasta comemorou em seu Facebook:

E vocês? Qual suas apostas para o festival?

About Author

Eu nasci no dia 12 de outubro de 1990. Poderia te dizer a hora exata (se eu soubesse). Como toda boa primogênita, quase matei meus pais do coração nos primeiros segundos de vida, e não parei desde então. Meu grande e eterno amor sempre será a literatura. Música também. Coloca filmes e séries na lista. E comida. Ok, talvez a literatura não seja meu único amor... Sou jornalista, constantemente procurando sobre o que escrever. E procurando o botão de fazer minha mente parar de funcionar. Quê? Isso era pra ser uma informação biográfica? Pra mim, tá mais pra terapia.

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