Adaptações de livros para a telona – Studio Ghibli e suas animações

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Nada que um bom livro não resolva. Ou um filme. Mas e quando juntamos os dois?

Existem livros incríveis por trás das nossas animações favoritas do Studio Ghibli e lendo essas obras podemos ver como funcionou o processo de criação dos grandes sucessos que amamos.

Esse artigo pode (ou não) conter spoilers, então se você não assistiu algum desses filmes (o que você está fazendo da vida que ainda não viu esses filmes?), aconselho que pule para outra matéria. Se já assistiu, o que está esperando? Vá ler os livros!

Túmulo dos vagalumes: 

Hotaru no haka (火垂るの墓), Grave of the fireflies ou Túmulo dos vagalumes é um filme baseado na semi-autobiografia escrita por Akiyuki Nosaka.

A história gira em torno de dois irmãos lutando para sobreviver durante a II Guerra Mundial.

O livro foi publicado em 1967, durante um tempo de crescimento econômico para o Japão. Esse momento no país foi o que inspirou Nosaka a escrever o livro, graças ao contraste entre o mundo a sua volta e o Japão de sua infância.

O livro também foi considerado, parcialmente, um pedido de desculpas à sua irmã adotiva Keiko, que faleceu de mal nutrição durante a guerra.

O Serviço de entregas da Kiki:

Majo no Takkyūbin (魔女の宅急便), Kiki’s delivery service ou O serviço de entregas da Kiki foi escrito por Eiko Kadono em 1985. 

Kadono escreveu diversos livros infantis que incluem sua paixão e obsessão por bruxas e coisas assustadoras.

Por conta de algumas diferenças entre o livro e o filme, a autora não queria autorizar o uso da história. Após uma visita de Hayao Miyazaki e uma ida aos estúdios, ela topou seguir em frente com o filme e ainda se inspirou a escrever novas aventuras para Kiki.

O Castelo Animado:

Howl no Ugoku Shiro (ハウルの動く城), Howl’s Moving Castle ou O Castelo Animado foi a adaptação com mais mudanças drásticas.

Personagens bonzinhos viraram vilões. Vilões viraram mocinhos. Alguns personagens masculinos viraram femininos. A própria motivação de Howl é diferente.

No entanto, Diana Wynne Jones, a autora do livro, teve uma reação positiva sobre o filme e disse, em entrevista ao Telegraph:

(…) Foi maravilhoso. Nunca pensei que conheceria alguém que pensa como eu. Ele (Miyazaki) entendeu meus livros de dentro pra fora.

Contos de Terramar:

Gedo Senki (ゲド戦記), Tales from Earthsea ou Contos de Terramar foi o primeiro filme dirigido por Gorō Miyazaki, filho do grande Hayao Miyazaki.

Foi vagamente inspirado na série Ciclo de Terramar, escrita pela norte americana Ursula K. Le Guin.

Falar que Le Guin tem má sorte com as adaptações de suas história é apenas o topo do iceberg.

Infelizmente,  a adaptação de Miyazaki não foi exceção (apesar de não ser a pior delas).

A opinião da autora foi favorável ao filme, mas com um leve tom de reprovação quando o assunto era o retrato da história.

Ela disse a Miyazaki que não era a história dela, mas que era “o seu (de Miyazaki) filme e é um bom filme.”

O Mundo dos Pequeninos:

Kari-gurashi no Arietti (借りぐらしのアリエッティ), The Secret World of Arrietty ou O Mundo dos Pequeninos foi lançado em 2010. No entanto, a ideia de fazer essa adaptação era bem antiga. Hayao Miyazaki e Isao Takahata, fundadores do Studio Ghibli, esperaram 40 anos para fazer esse projeto.

O conceito de pessoas pequenas vivendo no nosso mundo, se adaptando à ele, é algo que já foi trabalhado diversas vezes.

Porém, essa adaptação específica foi baseada no livro Os pequeninos Borrowers, de Mary Norton.

A animação se mantém próxima à história e a maior mudança foi ter trocado a Inglaterra dos anos 1950 por uma Tóquio moderna.

Para nossa sorte, existem mais livros que irão satisfazer nossa curiosidade sobre a história dos Borrowers e suas vidas pequenas em um mundo imenso.

E então? Qual foi sua adaptação favorita?

About Author

Eu nasci no dia 12 de outubro de 1990. Poderia te dizer a hora exata (se eu soubesse). Como toda boa primogênita, quase matei meus pais do coração nos primeiros segundos de vida, e não parei desde então. Meu grande e eterno amor sempre será a literatura. Música também. Coloca filmes e séries na lista. E comida. Ok, talvez a literatura não seja meu único amor... Sou jornalista, constantemente procurando sobre o que escrever. E procurando o botão de fazer minha mente parar de funcionar. Quê? Isso era pra ser uma informação biográfica? Pra mim, tá mais pra terapia.

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