BGS 2017 – Detroit: Become Human surpreende pela tensão

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A demo de Detroit: Become Human, exclusivo para Playstation 4, mostra que o game tem tudo para surpreender os fãs de jogos focados em investigação cujas escolhas e ações apresentam diferentes resultados.

Disponível na BGS 2017, a demo do jogo nos coloca em um elevador com Connor, um androide RK 8000 negociador que trabalha o Departamento Policial de Detroit – o protagonista ganhou vida através da performance do ator Bryan Dechart. As portas se abrem e o caos se estabelece: estamos na cena de um crime ainda em andamento. Como mostrado no trailer exibido na E3 2016 – confira abaixo -, um androide caseiro se rebela, assassina um pai de família e faz uma pequena garota como refém no alto de um prédio.

Desenvolvido pela Quantic Dream, mesmo estúdio de Beyond: Two Souls (2013), Detroit: Become Human surpreende ao introduzir novas opções investigativas aos jogadores, previamente exploradas por um óculos especial que identificava pistas escondidas nos cenários do jogo Heavy Rain (2010) – também da Quantic Dream. Aqui, Connor ativa sua visão de androide para identificar personagens ou objetos que possibilitam interação: a caixa da arma usada no crime, um corpo, uma panela no fogão, assim como a possibilidade de conversar com o Chefe do Departamento de Polícia.

De cara já recebemos um aviso de que o tempo é importante. A música tensa que acompanha os jogadores fica mais forte a cada descoberta, e tudo indica que quanto mais tempo levarmos, maiores as chances de falharmos. O relógio passa e a tensão aumenta. Outro fator que nos dá luz durante a investigação é a habilidade do protagonista de poder recriar eventos passados. Quando você identificar uma pista, poderá recriar e descobrir informações como o nome do androide rebelde, a arma usada, como personagens morreram. Isso aumenta suas chances de sucesso para solucionar o crime – marcado por uma porcentagem que cresce de acordo com suas descobertas.

Foto: Patrick Andreozzi

O grande fator que marca as produções da Quantic Dream é o foco narrativo dado pela desenvolvedora. Todas suas ações e falas se dirigem am um resultado específico. Isso faz com que jogadores pensem muito antes de simplesmente apertarem botões. Mas tenha cuidado: você também tem um tempo específico para tomar suas decisões.

Detroit: Become Human tem tudo para ser outro grande ponto de virada para a desenvolvedora francesa, já que agradou o mundo ao lançar Heavy Rain mas levou uma enxurrada de críticas pelo fraco Beyond: Two Souls – mesmo com Ellen Page como protagonista.

Exclusivo para Playstation 4, Detroit: Become Human tem lançamento previsto para 2018.

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Fascinado pela narrativa de J. R. R. Tolkien e pela evolução do entretenimento, encontra paz ao escrever sobre filmes, séries e games.

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