Esquadrão Amazônia – Entrevistamos Alan Yango

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Esquadrão Amazônia, o mais novo projeto de quadrinhos nacional de crowdfunding, é um sucesso e em uma semana já bateu 74% da sua meta. Escrita por Alan Yango e Joe Bennet, arte também de Bennet com assistência de Allan Patrick e arte-final de Márcio Loerzer , a revista contará com 40 páginas, capa cartonada, 17x26cm e impressa em cores. O lançamento está marcado para dezembro deste ano.

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E quem melhor para falar do projeto que um dos próprios escritores? Para isso fizemos algumas perguntas a um dos autores, Alan Yango.

DT: Primeiramente, parabéns pelo sucesso da campanha de vocês, em uma semana alcançaram mais de 70% da meta. Conte-nos um pouco sobre o Esquadrão Amazônia e os planos para esta franquia.

Alan: Obrigado, Carlos. É muito legal poder o projeto dando certo de forma tão célere. O Esquadrão foi criado nos anos 90    pelo Joe Bennett e usado há 16 anos, mais ou menos, em uma HQ para uma campanha publicitária de uma extinta operadora de celulares. A HQ, embora uma simples  cartilha, arregimentou vários fãs que sempre perguntavam ao Joe quando viriam novas aventuras, mas os muitos compromissos do quadrinhista impossibilitavam que isso acontecesse. No início deste ano, em uma conversa, decidimos unir nossos universos de heróis e o Esquadrão foi o escolhido para dar o pontapé inicial deste projeto.

DT: Estamos em um momento no mundo dos quadrinhos que se busca demostrar representatividade a partir dos principais personagens. O quanto disto podemos esperar em Esquadrão Amazônia?

Alan: Creio que bastante. A começar que em sua maioria os membros são mulheres (4 dos 7). Há ainda na equipe 2 componentes de origem indígena e um negro. Mesmo o Maximus, meu personagem, que fará uma participação na aventura, tem o tom de pele mais moreno, característico de nossa região.

DT: A mística indígena muitas vezes é desconhecida até para nós brasileiros que estamos aqui tão perto dos mesmos. Como está sendo o trabalho de vocês para trazer isto para as páginas de Esquadrão Amazônia?

Alan: É algo bastante satisfatório poder retratar um pouco desse universo em nossa história em quadrinhos.

DT: Notamos que hoje o indígena enfrenta diversas questões no mundo todo para manter a sua sobrevivência e de sua cultura. Poderemos ver um pouco deste conflito na página de Esquadrão Amazônia nº1 ou suas continuações?

Alan: Certamente, embora seja uma história de heróis, estas questões serão abordadas, principalmente na relação dos irmãos Açu e Jurema, ele mais preso às suas raízes, ela mais introduzida no mundo atual.

DT: Leitor de quadrinhos adora crossovers e já foi dito que Esquadrão Amazônia se passa no mesmo universo de O Poderoso Maximus. Há planos para mais encontros destes dois títulos?

Alan: Como dito antes, tudo isso será frequente em virtude da união dos nossos universos.

DT: O sucesso dos super-heróis nos cinemas nos últimos anos é um fato e colocou os quadrinhos em evidência para um publico até então que não era tão íntimo das HQs. Você acredita que esta popularização dos super-heróis pode ser um catalisador para o sucesso de Esquadrão Amazônia?

Alan: Com certeza. As aventuras de super-heróis estão mais populares do que nunca. Vivemos em um momento mais que propício para mostrar nossa cara e dizer que aqui existem heróis, sim. Que eles podem ser tão bem escritos e desenhados quanto os produzidos no exterior.

DT: E quão diferente Esquadrão Amazônia é dos outros super-times que vimos até agora?

Alan: A diferença começa justamente em suas raízes. Buscamos ao máximo manter-nos fieis à nossa cultura. Há também um personagem (Búfalo) que apesar da aparência um tanto bizarra (até demoníaca) é extremamente religioso. Aruã e Sucuri são casados, ela é mais voltada ao mundo tecnológico, ele, mais místico. E por aí vai.

DT: Alguma consideração final?

Alan: O projeto está no ar, aguardando a cooperação de todos. Estamos trabalhando com afinco e muito primor para que vocês possam ter em mãos uma obra que seja um marco no cenário de quadrinho nacional.

DT: Novamente parabéns pelo projeto e eu como leitor de quadrinhos e entusiasta do projeto espero muitos outros volumes para esse título.

Alan: Eu e o Joe Bennett agradecemos a oportunidade que nos foi dada de divulgar nosso trabalho. E pode esperar que muita coisa boa ainda está por vir.

As recompensas do projeto vão desde 15R$, com um exemplar da revista autografado, até 1000R$, com diversos prêmios incluindo 10 revistas, camisas e artes exclusivas dos personagens que formam um mega-pôster. Gostou do projeto? Corra antes que fique sem.

Para contribuir: https://www.catarse.me/pt/esquadraoamazonia

Facebook do projeto: https://www.facebook.com/esquadraoamazonia

About Author

Leitor de quadrinhos (tudo que consigo consumir), jogador de MMO e professor de história, tentando fazer tudo uma coisa só pra facilitar a vida.

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