blink-182: California – Crítica

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Muitas coisas aconteceram durante os 12 anos de carreira do blink-182. Californianos, o trio chegou ao estrelato em 1999, com o lançamento do “Enema of the State“, seu terceiro álbum de estúdio. Riffs cativantes, um dos bateristas contemporâneos mais criativos do meio, e as letras despojadas do blink-182 marcaram uma geração inteira. Em 2005, veio o hiato. Os integrantes decidiram partir para outros projetos, como Angels and Airwaves, +44 e Box Car Racer. Eram claras as desavenças entre Mark Hoppus (Baixo e Vocal) e Tom DeLonge (Guitarra e Vocal). Para complicar ainda mais a vida da banda, Travis Barker (Baterista) sofreu um trágico acidente de avião, sendo um dos dois únicos sobreviventes.

8 anos depois do hiato, houve mais uma tentativa de resgatar o brilhantismo da banda. “Neighborhoods”, sexto álbum de estúdio do blink-182, sofreu vários atrasos, com letras que fugiam do cerne da banda, abordando temas como morte e confusão. Fim das desavenças. O ânimo dos fãs é regenerado, mas, alguns anos depois, tudo volta à estaca zero. Tom DeLonge perde o interesse na música e anuncia sua saída da banda em 2015.

Coube a Mark Hoppus e Travis Barker trazerem o verdadeiro blink-182 de volta. E que volta. Matt Skiba, do Alkaline Trio, assume a posição de DeLonge, e a banda anuncia as gravações do sétimo álbum do blink, intitulado California.

Se as tentativas de resgatar o brilho da banda não foram suficientes no passado, California é uma super-heroína na vida do blink-182. As letras despojadas estão de volta: “I wanna see some naked dudes. That’s why I built this pool.” – quero ver caras pelados. Foi por isso que construí essa piscina, na tradução para português -. Embora as letras não possuam um tom tão sério, e abordam situações como fins de semana e San Diego, a construção musical de California é espetacular.

O estrelato veio com músicas com poucos acordes, mas tudo mudou. California abriu espaço para o palm mute – técnica que “abafa” o som das cordas da guitarra – e distorções um pouco mais pesadas. Há muito mais energia no sétimo álbum, principalmente por parte de Barker. Em “No Future“, por exemplo, Barker inicia a música com rudimentos que aparentam ser aleatórios, mas são perfeitamente “harmônicos”.

California resgata a juventude dos que cresceram nos anos 2000, gerando, novamente, muita expectativa sobre o futuro do blink-182.

O sétimo disco de estúdio do blink-182 está disponível no Spotify.

180%
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Fantástico

blink-182 / California
País: EUA |Lançamento: 01 de Julho de 2016 |
Integrantes: Mark Hoppus (Baixo e Vocal), Matt Skiba (Guitarra e Vocal) e Travis Barker (Bateria)
Gravadora: BMG

Faixas:

1 - “Cynical” – 1:55
2 - “Bored to Death” – 3:55
3 - “She’s Out of Her Mind” – 2:42
4 - “Los Angeles” – 3:03
5 - “Sober” – 2:59
6 - “Built This Pool” – 0:16
7 - “No Future” – 3:45
8 - “Home Is Such a Lonely Place” – 3:21
9 - “Kings of the Weekend” – 2:56
10 - “Teenage Satellites” – 3:11
11 - “Left Alone” – 3:09
12 - “Rabbit Hole” – 2:35
13 - “San Diego” – 3:12
14 - “The Only Thing That Matters” – 1:57
15 - “California” – 3:10
16 - “Brohemian Rhapsody” – 0:30

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Fascinado pela narrativa de J. R. R. Tolkien e pela evolução do entretenimento, encontra paz ao escrever sobre filmes, séries e games.

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